Fusões e aquisições em mineração no Brasil caem 66%

November 27, 2014

O número de fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras de mineração diminuíram 66% no primeiro semestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado, diz estudo divulgado esta semana pela consultoria EY.

 

 

De acordo com o levantamento da EY, antiga Ernst & Young, no primeiro semestre de 2013 foram realizadas seis transações, enquanto na primeira metade de 2014, apenas duas. Além disso, o valor total das aquisições caiu, de US$ 631,6 milhões em 2013 para US$ 1,42 milhão em 2014.

O estudo aponta que essa queda é uma tendência mundial. Resultados globais indicam que o volume de negócios caiu 34% na comparação anual, de 386 para 254 negócios no total. Enquanto o valor total caiu 69%, de US$ 53,8 bilhões para US$ 16,7 bilhões.

A falta de clareza sobre o crescimento da demanda global continua representando um grande desafio para a indústria de aço, carvão metalúrgico e minério de ferro. O ouro ainda é a commodity mais desejada, responsável por mais de um terço do volume total de negócios do primeiro semestre.

Incertezas sobre a demanda chinesa somadas às baixas nos preços de minério de ferro e de carvão diminuiu o apelo desses segmentos para investimento. A análise da EY antecipa interesse elevado por níquel e por cobre movido por uma perspectiva de melhora no preço dessas commodities.

Durante o primeiro semestre, apenas quatro negócios superaram o valor de US$ 1 bilhão. A maioria dos negócios, 87% do total, envolveu transações inferiores a US$ 50 milhões e correspondeu 9% do total, em valor.

A prévia semestral indica que o acumulado anual deve apresentar queda de 25% a 35%. O sócio líder em Fusões e Aquisições da EY, Vicktor Andrade, disse que de 2010 a 2013, as fusões e aquisições em mineração sempre superaram os US$ 120 bilhões. E que de agora em diante, não espera uma queda maior, mas acredita que o ano deve ser ruim.

O volume de negociações deve aumentar, mas com foco em transações de baixo risco pelo restante de 2014. A indústria está aguardando a estabilização dos preços de commodities antes de tomar decisões mais aventureiras.

"Com a recuperação gradual dos mercados europeu e norte-americano e a desaceleração em países emergentes, o ambiente macroeconômico é mais complexo hoje. Por isso, as empresas preferem agir com cautela em seus negócios", diz Andrade.

 

Fonte:Agência Reuters.

 

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