Preços do Níquel em Alta

December 1, 2014

O preço do níquel no mercado à vista em Londres acumula uma alta de 17,7% em 2014, saindo de US$ 13,7 mil por tonelada, em janeiro, para US$ 16,2 mil por tonelada na semana passada. Segundo analistas, o preço do níquel no mercado à vista vai chegar próximo a US$ 20 mil por tonelada em 2015. Isso deve favorecer grandes produtores nacionais como Votorantim e Mirabela.

 

 

O bom desempenho do metal foi impulsionado pela proibição das exportações de minérios da Indonésia, medida adotada no primeiro trimestre deste ano, que teve como objetivo fortalecer a indústria de beneficiamento do minério e contribuiu para a redução da oferta.

Consumidores elevaram as compras para garantir suprimento, o que levou a uma alta nos preços. O mesmo movimento é esperado para 2015, com as Filipinas seguindo a iniciativa da Indonésia. Dessa forma, o níquel deve despontar com maiores altas do segmento, batendo alumínio, cobre, zinco, estanho e chumbo, segundo analistas.

Na última semana, o presidente da Votorantim Metais (VM), Tito Martins, avaliou o momento como "mais confortável" para os metais não-ferrosos, em uma comparação com o minério de ferro. Para o níquel, os analistas estimam preços perto de US$ 20 mil por tonelada em 2015. Um preço superior a US$ 12 mil por tonelada já rende ganhos para as produtoras locais, segundo fontes do mercado.

"Estamos mudando de direção. Já chegamos ao fundo do poço", afirmou Martins durante fórum realizado em São Paulo (SP) que discutiu as perspectivas para o setor. O presidente da VM destacou que não há grandes projetos de níquel e zinco com previsão de entrar em operação, o que é positivo pois significa que não haverá pressão do lado da oferta.

Para o alumínio, as expectativas de analistas do BNP Paribas, do Natixis e da Tendências Consultoria são de um preço próximo do atual, de quase US$ 2,1 mil por tonelada. O metal tem alta de 14% no ano. "A alta forte tem relação com os fechamentos de capacidade no Brasil e também em outros países", afirma Bruno Rezende, da Tendências.

Com altos custos de energia e com a cotação do alumínio pressionada pelo aumento da oferta chinesa, diversas companhias desligaram fornos nos últimos anos.

Martins lembrou que o Brasil deve terminar 2014 com produção inferior a 1 milhão de toneladas de alumínio primário, sendo que o país tem capacidade para 1,5 milhão. Na visão de Rezende, as empresas que mantiveram suas operações tendem a se beneficiar no ano que vem, com a possibilidade de direcionar a produção ao mercado doméstico e cobrar prêmios altos.

No mercado global, os analistas não esperam um salto forte do preço pois acreditam que os maiores cortes de produção já foram feitos. Do lado da demanda, a expectativa é de aumento tímido. "O cenário para economia mundial ainda é de pequena aceleração fora da China e de desaceleração na China. Não dá para esperar uma puxada grande", afirma o analista da Tendências.

Ao lado da valorização do dólar, a redução do crescimento chinês já afetou os preços dos metais em diversas ocasiões neste segundo semestre, principalmente do cobre, que segue com perspectivas mais negativas para 2015.

 

 

Fonte: Valor Econômico

 

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