Juniores canadenses reduzem custos não-operacionais em até 83% neste ano

December 3, 2014

Mineradoras juniores canadenses que desenvolvem projetos no Brasil reduziram de forma drástica suas despesas não-operacionais nos três primeiros trimestres deste ano. Cosigo Resources, Amarillo Gold, Pacific Potash e Lago Dourado cortaram os custos administrativos entre 34,6% e 83,3%.

 

 

Entre as juniores canadenses pesquisadas pelo NMB, a Lago Dourado foi a que registrou maior redução nas despesas não-operacionais. A companhia gastou cerca de US$ 106,3 mil nos oito primeiros meses deste ano, uma redução de 83,3% na comparação com o mesmo período de 2013, quando foram desembolsados aproximadamente US$ 636,2 mil.


Em julho, a Lago Dourado vendeu o projeto de ouro Juruena, no Mato Grosso, para a júnior australiana Crusader Resources por US$ 596 mil em dinheiro e emissão de 2 milhões de ações ordinárias.

De janeiro a setembro deste ano, a Cosigo registrou despesas gerais e administrativas de aproximadamente US$ 269,7 mil. O montante, que inclui taxas administrativas, telecomunicações, viagens, entre outras despesas, representa uma queda de 50,5% em relação aos cerca de US$ 545,6 mil registrados de janeiro a setembro de 2013.

Neste ano, a Cosigo implementou medidas para ajudar a gerir seus recursos, como a contratação de uma consultoria financeira para o desenvolvimento dos projetos de ouro da companhia e a criação de um comitê estratégico para revisar e avaliar negócios para o futuro da companhia, que tem sede em Vancouver. A minerador detém os projetos de ouro Machado, na fronteira do Brasil com a Colômbia, e Castanho, Bittencourt e Cerrinha, todos localizados no Cinturão de Ouro Taraíra, no Amazonas.

A Amarillo Gold registrou uma redução de despesas não-operacionais um pouco mais branda em relação à Cosigo. Nos nove primeiros meses de 2014, a júnior teve custos administrativos de 153,7 mil dólares canadenses, ou aproximadamente US$ 134,8 mil. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando as despesas com gestão, consultoria, diretores e conselheiros foram de US$ 206,2 mil, o valor equivale a uma queda de 34,6%.

A Amarillo possui o projeto de ouro Mara Rosa, que fica no Estado de Goiás, a 350 quilômetros da capital Goiânia. Em agosto, a empresa canadense garantiu uma linha de crédito para o desenvolvimento do projeto, mas, desde então, não forneceu atualizações sobre Mara Rosa. Em outubro, a Amarillo trocou de CFO.

As despesas administrativas da Pacific Potash de janeiro a setembro deste ano somaram cerca de US$ 188,5 mil. Em relação aos nove primeiros meses de 2013, houve uma redução significativa de 70,7%. Nesse período, no ano passado, a companhia gastou US$ 643,4 mil com consultoria, gestão, relações com investidores, entre outros. 

Na última sexta-feira (28), a Pacific informou que vai levantar US$ 13,7 milhões por meio de um acordo não-vinculativo de investimento estratégico com um grupo chinês. O montante será utilizado para programas de exploração dos projetos de potássio Amazonas, no Estado de mesmo nome, e Provost, no Canadá.

A Belo Sun, por outro lado, aumentou as suas despesas não-operacionais na comparação ano a ano. A júnior canadense gastou, de janeiro a setembro, 1,274 milhão de dólares canadenses com salários, gestão, taxas administrativas, uma alta de aproximadamente 1,5% em relação ao 1,256 milhão de dólares canadenses do mesmo período do ano passado.

 

Fonte: Notícias de Mineração

 

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