Sonda New Horizons acordou já perto de Plutão

December 8, 2014

Viagem até ao planeta anão durou nove anos. Em Janeiro, a sonda começará a recolher imagens e dados.

 

 

 

Nove anos foram precisos para que a sonda New Horizons, da NASA, se aproximasse de Plutão, o planeta anão que está no limite extremo do sistema solar. Este sábado, a sonda emergiu do estado de hibernação e está prestes a iniciar uma missão sem precedentes: estudar a geologia e geomorfologia de Plutão e das suas luas.

 

Foi uma viagem de 4800 milhões de quilómetros aquela que a sonda New Horizons percorreu até se aproximar daquele que já foi o nono planeta do sistema solar, mas que perdeu este estatuto em 2006, despromovido a “planeta anão”.

 

A New Horizons, lançada em Janeiro de 2006, acordou neste sábado já muito próxima de Plutão. Se tudo correr como esperado, dentro de um mês, em Janeiro de 2015, poderão já ser feitas as primeiras observações à distância do pequeno planeta.

 

A 14 de Julho estima-se que a New Horizons atinja o seu ponto mais próximo do planeta, seguindo depois viagem rumo à Cintura de Kuiper – faixa de objectos cósmicos localizada para lá de Neptuno, cuja natureza é ainda muito mal conhecida. Foi na Cintura de Kuiper que os astrónomos descobriram centenas de milhares de objectos celestes aparentemente semelhantes a Plutão, alimentando uma grande discussão sobre a sua classificação. Há quem defenda que Plutão é apenas um grande asteróide.

 

Com esta missão, a questão pode vir a ser clarificada. Na New Horizons seguem instrumentos científicos para estudar a geologia e geomorfologia do planeta anão, mapear a composição da sua superfície, registar temperaturas e examinar a sua atmosfera.

 

Desde que, em Janeiro de 2006, a New Horizons iniciou a viagem, a sonda atravessou a órbita de Marte nesse mesmo ano, a de Júpiter em 2007, a de Saturno em 2008 e a de Urano em 2011. Teve 18 períodos de hibernação que variaram entre os 32 e os 202 dias (o último durou 99 dias), no sentido de minimizar o desgaste dos equipamentos e os custos operacionais.

 

Segundo a AFP, a New Horizons depende de um gerador termoeléctrico e opera com menos electricidade do que duas lâmpadas de 100 watts.

 

A sua missão deverá se prolongar até 2016.

 

Fonte: Público (Portugal)

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