Na mina de Maracá, o cobre "vale ouro"

December 11, 2014

Não à toa, o projeto Chapada é um dos favoritos da Yamana, que não pretende perdê-lo. Com o menor custo de produção de toda a companhia, o projeto ajuda a derrubar seu custo médio de produção. Mais do que isso, tem uma importante vantagem em relação às demais operações: seu grande volume de produção de cobre. Em um momento de forte queda do preço do ouro, a estabilidade da cotação do metal vermelho tem ajudado a equilibrar os resultados da empresa.

 

 

Com uma gigantesca mina de cobre e ouro à céu aberto que supera 10 km de extensão, em Alto Horizonte (GO), a unidade tem custo de produção de aproximadamente US$ 400 por onça, metade da média da companhia, de US$ 800 a US$ 850 por onça.

 

Conhecido como Maracá, apelido derivado do nome da empresa responsável pela operação, Mineração Maracá, o projeto produz cerca de 60 mil toneladas de cobre (130 milhões de libras) ao ano, além das 110 mil onças de ouro.

 

Considerando a cotação atual de US$ 6,4 mil por tonelada, o metal vermelho de Maracá pode garantir à Yamana uma receita superior a US$ 370 milhões neste ano. Se a companhia repetir as receitas do ano passado, de US$ 1,8 bilhão, o cobre de Goiás corresponderá por aproximadamente um quinto do total em um ano. Considerando também o ouro, Chapada teve receita de US$ 331 milhões nos primeiros nove meses deste ano.

 

O custo inicial do projeto foi outro ponto positivo. A Yamana precisou investir apenas US$ 250 milhões no Chapada, um valor baixo considerando a vida da mina e a produção. Implantado em 2005, o projeto teve seu primeiro embarque comercial já em 2007 e poderá ser explorado até 2032, nas estimativas da empresa.

 

A mina é dividida em três partes: cava principal, com 7 km, cava norte e corpo sul, com exploração à céu aberto. Os degraus formados pelas escavações - que superam 200 metros de profundidade - formam uma arquibancada gigante de minério cinzento com um lago azul no centro. O corpo sul, que começou a ser explorado neste semestre, tem um melhor teor de concentração de ouro e está contribuindo para o aumento da produção, disse a companhia em seu balanço trimestral.

 

Todos os dias, cerca de 40 caminhões carregando 150 toneladas de minério, em média, circulam pela mina retirando o minério para a pilha pulmão, de onde o material é levado para o beneficiamento. Considerando mina e unidade de beneficiamento de minério, o projeto emprega cerca de 1,3 mil pessoas, entre funcionários diretos e terceirizados.

 

Nas redondezas e no restante do Estado, a Yamana também tem a possibilidade de desenvolver os projetos Santa Cruz, próximo ao corpo sul, Suruca, também na região de Chapada, e Caiamar, nos municípios goianos de Crixás e Guarinos.

 

 

Fonte: Valor

 

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