Yamana pode vender ativos separados na Brio Gold

December 16, 2014

A Yamana Gold informou, na semana passada, que vai separar alguns de seus ativos no Brasil e na Argentina para criar uma nova empresa (assim como a Vale). A formação da nova companhia, denominada Brio Gold, pode ser uma estratégia da Yamana para vender os ativos ou para procurar financiamento para desenvolver as minas que vão integrar a nova subsidiária, diz artigo publicado pelo portal Seeking Alpha (Trata-se dos ativos menos interessantes atualmente).

 

 

A Brio Gold será formada pelas minas brasileiras Fazenda Brasileiro e C1 Santaluz, na Bahia, e Pilar, em Goiás, além do projeto de cobre e ouro Água Rica, na Argentina. A possibilidade de que a Yamana esteja interessada em vender os ativos seria devido à sua dívida. A estimativa é de que as minas valham cerca de US$ 97 milhões.


Neste ano, a mineradora de ouro adquiriu a mina Canadian Malartic junto à Agnico Eagle Mines por US$ 3,9 bilhões. A dívida atual da Yamana não é alta em relação a outras empresas, como Barrick Gold e Goldcorp. No fim do terceiro trimestre, a relação da dívida da Yamana sobre o patrimônio líquido era de 0,28. No mesmo período em 2013, essa relação era de 0,16.

Também no terceiro trimestre deste ano, a mineradora reconheceu uma depreciação de US$ 668,3 milhões referente às minas C1 Santaluz, Ernesto/Pau-a-Pique e Pilar, todas no Brasil, devido a uma desvalorização no valor dos ativos.

Em relatório referente ao período de julho a setembro, a Yamana disse que a recuperação de ouro em C1 Santaluz seria inferior ao previsto devido à quantidade significante de carbono no minério. A mina está paralisada e em manutenção desde agosto.

A mina de Pilar, em Goiás, começou a produção comercial em outubro deste ano. No entanto, parece que as expectativas para o ativo agora são menores do que o estimado, no que diz respeito à produção, e com custos mais altos.

Os ativos que vão integrar a Brio Gold foram comprados pela Yamana em 2011, quando os preços do ouro estavam acima de US$ 1,5 mil por tonelada. Dessa forma, com os preços atuais de aproximadamente US$ 1,2 mil por tonelada, as minas seriam menos rentáveis.

A dificuldade para desenvolver esses ativos seria um dos motivos para que a Yamana considerasse vendê-los. Os planos atuais da mineradora não estão claros, tendo em vista que nenhuma estratégia foi divulgada. Mas a não contaminação de seus ativos mais lucrativos, seria o principal motivo.

Pelo fato de a Yamana ter gastado muito dinheiro com a aquisição de Canadian Malartic e com os preços do ouro mais baixos nos últimos meses, a mineradora pode reavaliar esses ativos para poder diminuir seus custos globais operacionais (all-in sustaining cost), que foram de US$ 903 por onça de ouro equivalente no terceiro trimestre, alta de 1,7% na comparação ano a ano.

A estratégia de separar esses ativos em uma nova subsidiária pode beneficiar a Yamana no longo prazo, especialmente se os preços do ouro permanecerem em níveis baixos. Com informações do portal Seeking Alpha.

 

Fonte: Notícias de Mineração

 

 

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