A mineradora Potássio do Brasil vai protocolar esta semana o pedido de licença prévia (LP) para o projeto de cloreto de potássio que pesquisa em Autazes (AM). O pedido será entregue ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

January 23, 2015

O relatório reúne os estudos ambientais, econômicos e operacionais realizados sobre a região do município de Autazes, que fica a 108 quilômetros de Manaus, onde será instalada uma mina subterrânea, uma usina para processar o potássio, acessos rodoviários e um porto.

 

Até o início do segundo semestre, a empresa espera obter a licença prévia, que tem prazo legal de seis meses para ser emitida. A previsão é que a operação se inicie em 2018, de acordo com informações da empresa.

A mina em Autazes será a primeira mina de produção de cloreto de potássio no Amazonas, e a segunda do Brasil, e deve produzir anualmente cerca de 2 milhões de toneladas, o que corresponde a cerca de 21% do consumo aparente de 2014.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, no ano passado, o Brasil importou 9,041 milhões de toneladas de cloreto de potássio, o equivalente a US$ 2,8 bilhões. A produção da Vale Fertilizantes, de janeiro a setembro de 2014, foi de 345 mil toneladas.

O gerente de exploração da Potássio do Brasil, José Fanton, disse que em 2014 a empresa entregou o relatório final de pesquisas ao DNPM e aguarda, até o final do primeiro semestre, a autorização para a lavra da mina em Autazes.

“Não descartamos a possibilidade de o relatório ser entregue ainda neste mês. Os estudos se concentram no estabelecimento da rota de processos que separam o cloreto de potássio, o cloreto de sódio e as impurezas. Os testes otimizam a separação desses elementos”, disse ele em entrevista ao Jornal do Commercio.

“Nesses estudos também constam questões pertinentes à engenharia utilizada no processo de extração e aos estudos geomecânicos sobre a resistência das rochas. As pesquisas foram feitas dentro das melhores técnicas industriais”, afirma o geólogo.

Fanton comenta que o funcionamento da mineração terá como base um projeto de lavra subterrânea, com extração de minérios por meio de dois poços com elevadores, conhecidos como shafts, sendo um destinado ao pessoal de operação, separado à produção e aos equipamentos, semelhante à mina de Taquari-Vassouras, da Vale, em Sergipe.

Uma diferença é que o cloreto de sódio, rejeito da produção do potássio, sera devolvido às cavas por um método de lavra conhecido como backfill. No caso da mina de Taquari-Vassouras, o cloreto de sódio é dissolvido e enviado ao mar por meio de um salmouroduto.

Em Autazes já foram obtidos seis furos positivos dos quarenta realizados. Na região do Uatumã foram efetuados cinco furos, sendo dois positivos, onde um está localizado no município de Itapiranga (margem direita) e outro de margem esquerda, no município de São Sebastião do Uatumã. Em Itapiranga, os furos têm distância média em torno de 3,5 e 4 quilômetros. A distância entre os furos situados às margens opostas do Rio Uatumã é de aproximadamente 5 quilômetros.

Os furos em Autazes têm distância média em torno de 2,5 quilômetros. Em média, um furo para ser realizado leva cerca de dois meses em Autazes e entre dois meses e meio a três meses na região do Uatumã, onde os horizontes salinos estão mais profundos. Entretanto, esse tempo pode variar substancialmente quando ocorrem problemas operacionais comuns às perfurações profundas, em camadas de sedimentos inconsolados e, muitas vezes, portadores de aquíferos.

A espessura média da camada de silvinita encontrada no depósito de Autazes é de 2,5 metros, chegando a 4 metros na profundidade de 800 metros.

A Potássio do Brasil é uma subsidiária brasileira da Brazil Potash, com sede em Toronto, e controlada pelo grupo Forbes&Manhattan, um banco mercantil de capital privado especializado na criação de empresas de mineração que desenvolvem projetos em todo o mundo.

A mineradora tem hoje 300 autorizações e requerimentos de pesquisa, que abrangem uma área de 23,7 mil quilômetros quadrados. Sendo que 173 são para pesquisa de potássio no Amazonas, de acordo com a base de dados do DNPM.

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