Especulações impactam minério de ferro mais do que oferta e demanda, diz Fortescue

January 29, 2015

Os preços do minério de ferro, que caíram esta semana para o menor nível desde 2009, vem sofrendo mais influência de especulações do que da defasagem entre oferta e demanda. A declaração foi feita por Nev Power, CEO da Fortescue Metals Group, terceira maior mineradora da Austrália.

 

"O mercado agora está sendo impulsionado pelas opiniões, com um nível elevado de negociações nos mercados futuros, que vem mais dos especuladores do que dos participantes da indústria. Estamos vendo o preço de mercado ser dirigido agora por esse nível de especulação”, disse Nev Power, Diretor Executivo da Fortescue.

O minério de ferro despencou 47% no ano passado e vem sofrendo quedas mês em meio a preocupações de que as produtoras de baixo custo, incluindo Fortescue, impulsionasse a oferta, ao mesmo tempo em que houve uma desaceleração da demanda pela China, o maior comprador da commodity.

“O mercado tem respondido ao aumento da oferta”, afirmou Power, em uma teleconferência de apresentação dos resultados da companhia no quarto trimestre do ano passado. "A oferta vinda da China retraiu em linha com as expansões da oferta de minério de ferro de baixo custo ", disse ele.

O preço do minério, com teor de 62% de ferro, ficou hoje (29/01) em US$ 63,27 a tonelada métrica seca, considerando a entrega no porto de Qingdao, na China, de acordo com dados compilados pela Metal Bulletin.É o menor preço registrado desde maio de 2009. 

Os contratos para pagamentos futuros na bolsa de Cingapura (SGX) totalizaram 579 milhões de toneladas no último ano, 115% a mais do que em 2013, de acordo com dados da SGX. Os bancos respondem por 34% dos participantes do mercado, as usinas asiáticas e comerciantes por 30%, e traders e produtores internacionais por 28%, de acordo com a SGX.

O excesso de oferta global de minério de ferro deve aumentar, passando de 47 milhões de toneladas neste ano para 260 milhões de toneladas em 2018, de acordo com o Goldman Sachs Group. O banco prevê que o preço da commodity ficará em torno de US$ 66 por tonelada neste ano, ante uma estimativa anterior de US$ 80. As informações são da Bloomberg.

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