Preço do minério de ferro deve ficar estável no 2º semestre, diz MDIC

July 10, 2015

A crise na China não deve derrubar ainda mais o preço do minério de ferro, disse Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Devido à forte queda no mercado de ações da China, a commodity soma uma baixa nos preços de 52,3% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período em 2014, de acordo com o secretário.

 

 

Nos seis primeiros meses de 2015, o Brasil exportou menos US$ 6,8 bilhões em minério de ferro. A commodity é o segundo produto mais exportado da pauta brasileira, perdendo somente para a soja em grão, de acordo com o MDIC.

“A característica sazonal do minério de ferro é de aumento na quantidade exportada no segundo semestre, tradicionalmente e historicamente isso ocorre, então há combinação de estabilização de preço com aumento da quantidade embarcada. Isso fará com que a princípio tenhamos valores exportados maiores para China no segundo semestre em comparação ao primeiro”, disse o executivo.

Godinho afirmou que o governo brasileiro, além de manter o diálogo com a China, avalia o impacto sobre os preços e exportação para o país, maior parceiro comercial do Brasil, com as primeiras notícias sobre as perdas das empresas chinesas na bolsa de valores.

Segundo o secretário, é precipitado neste momento avaliar qualquer impacto da situação da China no comércio com o Brasil. “Estamos atentos a esse movimento, mas nesse momento é impossível fazer alguma previsão do efeito do que está ocorrendo na China sobre o comércio bilateral”.

A balança comercial no primeiro semestre deste ano registrou um superavit de US$ 2,2 bilhões em relação ao mesmo período de 2014. Para todo o ano de 2015, o governo prevê que o país terá um superavit comercial entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões.

O segundo semestre é tradicionalmente melhor que o primeiro e há previsão de manutenção da quantidade exportada puxada pelo minério de ferro no lado das commodities, disse Godinho. Ele acrescentou que a alta de mais de 20% no dólar frente ao real este ano ainda terá efeito nas exportações.

“Do lado das exportações, a coisa costuma demorar um pouco mais, e mais importante que o patamar cambial é a estabilidade do câmbio. Não podemos dizer que chegamos a um momento de estabilidade cambial. Esse efeito ainda vem e ainda virá com mais fôlego. Na importação, já começou a vir, mas na exportação seguramente virá quando tivermos uma maior estabilidade no câmbio”, explicou o secretário.

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